Wednesday, August 01, 2007
Monday, July 30, 2007
Comuniwatever...
Exige-se, ou pelo menos devia exigir-se, de qq pessoa um mínimo de consciência social, i.e., consciência de que o acto de comunicar não é apenas um regurgitar de palavras umas atrás das outras num ímpeto egóico de colmatação das próprias frustações.
não há um modo/modelo standard para se seguir que permita comunicar com todos de uma forma eficáz e eficiente. Comunicar implica ter algo para dizer que diz respeito também a outra pessoa... mentira... comunicar pode sim ser apenas um acto de sublimação de seja qual for a actividade psiquica que eu quero/presciso de sublimar, no entanto, ao assumir-se esta perspectiva não se pode esperar do outro (o destinatário da comunicação) que reaja da forma que queremos... bah... isto n está a sair bem... é o que da a falta de prática.
Resumindo: o que acontece a toda a informação sobre o mundo e o outro à qual, embora não esteja nos objectivos operacionais de uma comunicação específica, tb tenho acesso? Pq raio é que as pessoas não se mancam?
... e assim começou 2007!
não há um modo/modelo standard para se seguir que permita comunicar com todos de uma forma eficáz e eficiente. Comunicar implica ter algo para dizer que diz respeito também a outra pessoa... mentira... comunicar pode sim ser apenas um acto de sublimação de seja qual for a actividade psiquica que eu quero/presciso de sublimar, no entanto, ao assumir-se esta perspectiva não se pode esperar do outro (o destinatário da comunicação) que reaja da forma que queremos... bah... isto n está a sair bem... é o que da a falta de prática.
Resumindo: o que acontece a toda a informação sobre o mundo e o outro à qual, embora não esteja nos objectivos operacionais de uma comunicação específica, tb tenho acesso? Pq raio é que as pessoas não se mancam?
... e assim começou 2007!
Friday, September 22, 2006
conhecimento de si
Deve ser possível teorizar um processo cognitivo recursivo, não concorrente com qualquer outro processo, que ao funcionar em paralelo com outros processos cognitivos como a atenção, seja a sede da consciência. A linguagem/lingua, uma vez solucionado o problema da existência ou não de uma linguagem/lingua associada ao pensamento (abstracto ou concreto), será veiculadora da consciência racional de sí próprio. A consciência emocional será então, ou o resultante da atribuição de um mesmo valor de atenção a todos os processos mentais (i.e., inputs sensoriais internos e externos, memórias sensoriais e conceptualizadas e os restantes processos cognitivos), ou a manifestação de ainda outro processo cognitivo que implique um conhecimento global e instantâneo do próprio ser, em real-time...
Grafomania / Grafofobia
Sem dúvida esta coisa da escrita não é uma coisa que me saia tão naturalmente como falar. Se por um lado sou obrigado a ter um pensamento mais estruturado e a definir mais as coisas, por outro, sinto que me falta a disciplina cognitiva para comunicar apenas uma coisa de cada vez.
Isto é, se ao falar com alguem sobre seja qual for o assunto, eu me limitasse a aceder a uma base de dados de opiniões (já pré-pensadas e armazenadas) e so me tivesse de preocupar com a forma do que quero dizer, talvéz a escrita fosse uma coisa mais pacífica, e até mais desejavel. Teria assim tempo para pensar sobre a melhor forma de escrever aquilo que queria dizer. Teria assim tempo para deslindar a miríade de codigos e subcódigos linguisticos próprios da disciplina da escrita, teria tempo de os compreender (talvéz) e quem sabe até usa-los de uma forma coerente, apropriada e consciente. Conseguiria, com o domínio dos códigos da para-linguagem escrita, conduzir o pensamento do leitor de forma a envolve-lo e a fazer passar a mensagem que realmente queria fazer passar.
O meu problema é por um lado - exactamente como quando se aprende a conduzir um carro, ou outra qualquer actividade que se torne numa segunda natureza - ainda estar muito consciente da alavanca das mudanças, do volante, do espelho retrovisor, do acelerador, do ponto de embraiagem, da rua, dos peões, da sinalização (vertical e horizontal), etc.. Por isso, a escrita ainda não é uma coisa que me saia naturalmente, para além disso, ainda tenho imensos medos (preconceitos e estereótipos, que também não ajudam) que inviabilizam a fluidêz de um qualquer discurso por estarem a funcionar como bloqueios que, a cada duas palavras escritas, obrigam-me a relêr o que escreví.
Por outro lado, e em comparação com um discurso falado, sinto que a escrita como mais limitada e mais prone a ser mal interpretada. Explico; mais limitada porque em cada palavra escrita (apesar de contruções frásicas mais ou menos complexas e de outras tantas variáveis formais e contextuais, que por não ser linguista não tenho na ponta da língua) sinto não conseguir comunicar tanta coisa como em cada palavra falada (onde se pode "brincar" com a entoação, o ritmo o "pitch", a modulação, a expressão corporal e facial, etc., variaveis essas que permitem não só uma mudança de registro imediato, como uma maior fidelidade do contexto que quero evocar).
Mais prone a ser mal interpretada pois considero a palavra escrita como sendo mais proxima do simbolo do que a palavra falada, é mais generalista e por isso, é mais sujeita a uma interpretação subjectiva por parte do leitor. O simbolo que eu queria evocar com uma instanciação ou valência específica pode perfeitamente ser associado, na mente do leitor com outras experiências que podem ser tão diferentes das minhas que podem vir a enviesar o próprio sentido do discurso.
A terceira face da moeda do meu problema, prende-se com o que referí há pouco sobre bases de dados de opiniões. Regra geral até que abro a boca não sei o que quero dizer, isto é, não tenho ideias fixas sobre as coisas e estas (leia-se ideias) alteram-se conforme a situação e as variáveis que me são apresentadas. Não quero com isto dizer que sou uma pessoa completamente isenta de personalidade, ideias ou convicções, pelo contrário, quero com isto dizer que as experiências com as quais contacto no dia a dia vem reforçar ou não, um conjunto de valores e de nomas morais que tenho sobre o mundo, as pessoas, etc., pois estas experiências também são encaradas como simbolos de qualquer coisa que não é um símbolo mas ao que não tenho acesso - o real.
As interações com um outro qualquer objecto externo (sendo um objecto externo toda e qualquer manifestação física, animada ou inanimada exterior a mim) provocam necessariamente em mim uma ressonância emocional (no confronto com a dinâmica relacional dos meus objectos internos) mais ou menos forte. Esta ressonância manifesta-se através de sentimentos e/ou emoções constantes com as quais sou obrigado a lidar ou não (veja-se mecanismos de defesa). Ora, um qualquer input externo possui um output que pode ser externo ou não, e que é resultado de toda uma miríade de processos psiquicos e orgânicos que estão constantemente em acção. Este output pode ser consciente ou não e pode também acarretar associado a ele, a necessidade de ser exteriorizado ou não. Uma vez que falo, existe a necessidade de exteriorizar este output, que é o que exactamente? Uma sensação que é veiculada e compreendida através da lingua e da linguagem, dos simbolos comuns ou opostos entre interlocutores, dos estereótipos e ideias pré-concebidas de ambos sobre um determinado assunto. Portanto, não sei o que vou dizer quando abro a boca, mas sei o que sinto sobre o que me está a acontecer nesse momento. Às vezes o que é mais saliente nem é o assunto em debate mas sim, o confronto com alguem que me confronta com esse assunto nessa situação. Desse sentimento sai o discurso, que é fluido e facilmente, no meu caso específico, foge por tangentes que são resultantes de outros acontecimentos quase simultâneos que coexistem no mesmo espaço, e que voltam ao assunto em debate, e que fogem outra vez, sendo um jogo de simbolos evocados e um jogo de parentesis e aspas que se abrem e que se fecham, que tem como objectivo (que provavelmente difere de interlocutor para interlocutor) o conseguir comunicar(-se) uma resposta orgânica e psiquica do estar-se e do ser-se aquí e agora neste momento.
Finalmente acho que o caracter mais formal e permanente da escrita, confere-lhe uma valência, para mim, ainda mais assustadora. Que associada ao meu não-domínio dos códigos tornam qualquer experiência com a escrita mais difícil ainda...
Como dizia o outro, escreve mas é e deixa-te de tretas!
Isto é, se ao falar com alguem sobre seja qual for o assunto, eu me limitasse a aceder a uma base de dados de opiniões (já pré-pensadas e armazenadas) e so me tivesse de preocupar com a forma do que quero dizer, talvéz a escrita fosse uma coisa mais pacífica, e até mais desejavel. Teria assim tempo para pensar sobre a melhor forma de escrever aquilo que queria dizer. Teria assim tempo para deslindar a miríade de codigos e subcódigos linguisticos próprios da disciplina da escrita, teria tempo de os compreender (talvéz) e quem sabe até usa-los de uma forma coerente, apropriada e consciente. Conseguiria, com o domínio dos códigos da para-linguagem escrita, conduzir o pensamento do leitor de forma a envolve-lo e a fazer passar a mensagem que realmente queria fazer passar.
O meu problema é por um lado - exactamente como quando se aprende a conduzir um carro, ou outra qualquer actividade que se torne numa segunda natureza - ainda estar muito consciente da alavanca das mudanças, do volante, do espelho retrovisor, do acelerador, do ponto de embraiagem, da rua, dos peões, da sinalização (vertical e horizontal), etc.. Por isso, a escrita ainda não é uma coisa que me saia naturalmente, para além disso, ainda tenho imensos medos (preconceitos e estereótipos, que também não ajudam) que inviabilizam a fluidêz de um qualquer discurso por estarem a funcionar como bloqueios que, a cada duas palavras escritas, obrigam-me a relêr o que escreví.
Por outro lado, e em comparação com um discurso falado, sinto que a escrita como mais limitada e mais prone a ser mal interpretada. Explico; mais limitada porque em cada palavra escrita (apesar de contruções frásicas mais ou menos complexas e de outras tantas variáveis formais e contextuais, que por não ser linguista não tenho na ponta da língua) sinto não conseguir comunicar tanta coisa como em cada palavra falada (onde se pode "brincar" com a entoação, o ritmo o "pitch", a modulação, a expressão corporal e facial, etc., variaveis essas que permitem não só uma mudança de registro imediato, como uma maior fidelidade do contexto que quero evocar).
Mais prone a ser mal interpretada pois considero a palavra escrita como sendo mais proxima do simbolo do que a palavra falada, é mais generalista e por isso, é mais sujeita a uma interpretação subjectiva por parte do leitor. O simbolo que eu queria evocar com uma instanciação ou valência específica pode perfeitamente ser associado, na mente do leitor com outras experiências que podem ser tão diferentes das minhas que podem vir a enviesar o próprio sentido do discurso.
A terceira face da moeda do meu problema, prende-se com o que referí há pouco sobre bases de dados de opiniões. Regra geral até que abro a boca não sei o que quero dizer, isto é, não tenho ideias fixas sobre as coisas e estas (leia-se ideias) alteram-se conforme a situação e as variáveis que me são apresentadas. Não quero com isto dizer que sou uma pessoa completamente isenta de personalidade, ideias ou convicções, pelo contrário, quero com isto dizer que as experiências com as quais contacto no dia a dia vem reforçar ou não, um conjunto de valores e de nomas morais que tenho sobre o mundo, as pessoas, etc., pois estas experiências também são encaradas como simbolos de qualquer coisa que não é um símbolo mas ao que não tenho acesso - o real.
As interações com um outro qualquer objecto externo (sendo um objecto externo toda e qualquer manifestação física, animada ou inanimada exterior a mim) provocam necessariamente em mim uma ressonância emocional (no confronto com a dinâmica relacional dos meus objectos internos) mais ou menos forte. Esta ressonância manifesta-se através de sentimentos e/ou emoções constantes com as quais sou obrigado a lidar ou não (veja-se mecanismos de defesa). Ora, um qualquer input externo possui um output que pode ser externo ou não, e que é resultado de toda uma miríade de processos psiquicos e orgânicos que estão constantemente em acção. Este output pode ser consciente ou não e pode também acarretar associado a ele, a necessidade de ser exteriorizado ou não. Uma vez que falo, existe a necessidade de exteriorizar este output, que é o que exactamente? Uma sensação que é veiculada e compreendida através da lingua e da linguagem, dos simbolos comuns ou opostos entre interlocutores, dos estereótipos e ideias pré-concebidas de ambos sobre um determinado assunto. Portanto, não sei o que vou dizer quando abro a boca, mas sei o que sinto sobre o que me está a acontecer nesse momento. Às vezes o que é mais saliente nem é o assunto em debate mas sim, o confronto com alguem que me confronta com esse assunto nessa situação. Desse sentimento sai o discurso, que é fluido e facilmente, no meu caso específico, foge por tangentes que são resultantes de outros acontecimentos quase simultâneos que coexistem no mesmo espaço, e que voltam ao assunto em debate, e que fogem outra vez, sendo um jogo de simbolos evocados e um jogo de parentesis e aspas que se abrem e que se fecham, que tem como objectivo (que provavelmente difere de interlocutor para interlocutor) o conseguir comunicar(-se) uma resposta orgânica e psiquica do estar-se e do ser-se aquí e agora neste momento.
Finalmente acho que o caracter mais formal e permanente da escrita, confere-lhe uma valência, para mim, ainda mais assustadora. Que associada ao meu não-domínio dos códigos tornam qualquer experiência com a escrita mais difícil ainda...
Como dizia o outro, escreve mas é e deixa-te de tretas!
Monday, September 11, 2006
dasss
mas agora cada vez que quero fazer um post tenho de perder uma hora para me lembrar da pass e depois tenho de estar a espera de um mail? está visto que não faço muitos posts mas mesmo assim.... esta mania paranoica de ter uma passwrd diferente para cada nick, login e registro de net que possuo.... bah devo estar a ficar esclerosado, perdi a vontade de escrever coisas sérias... vou dormir.
Sunday, July 23, 2006
Monday, December 26, 2005
work in progress
O processo criativo é um processo de descoberta interior do confronto com uma nova vivência resultante de uma acção modificadora aplicada a um objecto interno ou esterno. É o descobrir (-se) (em) algum produto de um fazer; o redescobrir (-se) (em) algo ja existente e presente (a nivel qsiquico ou não) num outro contexto.
O acto criativo é resultante de uma motivação não recursiva, resulta de uma curiosidade intrínseca do ser humano no confronto com a infinitude das possibilidades do real; resulta de uma necessidade psiquica enquanto catarse de uma vivência, limitada por definição, e subjugada a um conjunto de imperativos (sociais, éticos, metodológicos, formais, morais, emotivos, etc...).
As referências a actos criativos, ou processos criativos prévios é incontornavel. Estas, latentes ou patentes, encontram-se no produto do acto criativo e são manifestações de ressonâncias psiquicas de varias influências de outros objectos (produtos de um processo criativo ou não) que agiram, agem e agirão em qualquer acção modificadora da realidade de cada um...
Existirá sempre a 'luta' entre os tecnicistas, artistas, intelectuais, profundos, 'meaningfull' e demasiado timidos e os outros; espontâneos, irresponsáveis, descompensados, irritantes, isolados, contortos.
Uns estudam e estudam para criar algo de novo, os outros, fazem e fazem sem nexo ou consciência da importância do acto modificador do real. Uns acabarão por perpetuar o que ja existe com mais uma ou duas camadas de complexidade, fazendo coisas artísticas que serão aclamadamente consideradas como contributos importantes para o panorama artístico nacional.
Outros nunca serão conhecidos, profissionais, ou até tidos como referências para seja o que for do domínio artístico.
Uns ao levar a 'arte' como um trabalho e uma coisa séria, serão 'artistas'; outros ao não serem sérios ou sequer minimamente responsáveis no que respeita o processo de criação artística, serão outra coisa qualquer.
Quem tem razão? os tecnicistas que estando tão embrulhados em referências e na importância da mesnagem que querem comunicar não 'criam' nada de espontâneo; ou os espontâneos que fazendo o que lhes apetece não sabem o que fazem, mas fazem o que sabem?
Tuesday, December 20, 2005
Wednesday, March 31, 2004
Wednesday, March 17, 2004
Portugal ja foi atacado
Pelo menos isso, isso de portugal ser uma provincia de espanha nem sempre é mau. No entanto isto agora do Euro é que me preocupa, será que pela primeira vez vamos finalmente ser reconhecidos como um país independente de espanha e conseguirem-nos lixar com isso ao mesmo tempo? Será que o Tuga vai consegui livrar-se deste "karma" que tem desde o desaparecimento do D. Sebastião? Bom, quanto ao Karma... poder-se-ia dizer que funciona nos dois sentidos por um lado ng nos conhece (isso é discutivel visto que ha portugueses em todo o mundo, mas va la) por outro, ng faz nada para que sejamos conhecidos. Até que nos escondemos atras do complexozinho de inferioridade de merda (que diga-se de passagem, ja nem sequer é original) para continuar a perpetuar o status quo, nunca iremos a lado nenhum.
Teoricamente somos perfeitos (todos somos) mas depois para aplicar é a treta que é... só tenho uma coisa a dizer, MANQUEM-SE!! (ya eu incluido); ao continuar a fazer de conta, mesmo que se faça de conta muito bem, e ao queixar-se que isto não vai a lado nenhum, e ao usar isso como desculpa para continuar a fazer de conta, bom... ta visto não ta?
Nisto tudo só espero uma coisa, que para além dos problemas todos que vamos ter, e que os vai haver vai (sim, eu sou dos pessimistas), que não se acrescente nenhuma bomba(zita) por mais pequena que ela seja, apra nos estragar a festa...
P.S. Poder-se-ia dizer muita coisa sobre as escolhas de investimentos que se fizeram nos ultimos anos, mas... não temos tempo.
Até daki a algum temo ENEI ca vou eu!
Teoricamente somos perfeitos (todos somos) mas depois para aplicar é a treta que é... só tenho uma coisa a dizer, MANQUEM-SE!! (ya eu incluido); ao continuar a fazer de conta, mesmo que se faça de conta muito bem, e ao queixar-se que isto não vai a lado nenhum, e ao usar isso como desculpa para continuar a fazer de conta, bom... ta visto não ta?
Nisto tudo só espero uma coisa, que para além dos problemas todos que vamos ter, e que os vai haver vai (sim, eu sou dos pessimistas), que não se acrescente nenhuma bomba(zita) por mais pequena que ela seja, apra nos estragar a festa...
P.S. Poder-se-ia dizer muita coisa sobre as escolhas de investimentos que se fizeram nos ultimos anos, mas... não temos tempo.
Até daki a algum temo ENEI ca vou eu!
Monday, January 26, 2004
O primeiro blog que parece que existe mas é mentira...
Por acaso é uma saida inglória para a minha falta de posts.. mas ca vai um meio à pressão. para quem falar espanhol ca vai uma boa razão para NÃO deixar de fumar:
LOS FUMADORES, ENTRE EL ATRACO Y LA ESTAFA
Por Antonio Escohotado (*)
MADRID, Dic (IPS) - Pensaba dejar los cigarrillos el próximo febrero,
dando por suficientes 40 y muchos años de gran fumador, pero el
recrudecimiento de la cruzada antitabaco justifica un ejercicio de
solidaridad con quienes siguen fumando, y aspiran a ser respetados.
En efecto, los reglamentos no mandan que las tiendas de alpinismo
estampen en sus artículos esquelas sobre peligros de la escalada; ni
imponen a la manteca y la mantequilla esquelas parejas sobre los riesgos del
colesterol.
Ni siquiera los concesionarios de motos y coches deportivos deben
incorporar algo análogo sobre accidentes de tráfico. Vendedores y bebedores
de alcohol, quizá por respeto al vino de la misa, no son molestados.
Quienes usan compulsivamente pastillas de botica resultan pacientes
decorosos, y quienes toman drogas ilícitas son inocentes víctimas,
redimibles con tratamiento. El tabacómano y el simple usuario
ocasional de tabaco, en cambio, son una especie de leprosos
desobedientes, que pueden curarse con sanciones y publicidad
truculenta.
Es indiscutible que el humo molesta, y que debe haber amplias zonas
para no fumadores. Sólo se discute qué tamaño tendrán en cada sitio
(edificios, barcos, aviones) las zonas para fumadores. Cuando algo que
usa un tercio de la población recibe una centésima o milésima parte del
espacio -o simplemente ninguna- oprimimos a gran número de adultos,
capacitados todos ellos para exigir que las leyes no reincidan en defenderles
de sí mismos. Que las leyes prohíban, o impongan, actos por nuestro
propio bien dejó de ser legítimo ya en 1789, al reconocerse los
Derechos del Hombre y del Ciudadano, gracias a lo cual en vez de
súbditos-párvulos empezamos a ser tratados como mayores de edad
autónomos. Y es llamativo que en un momento tan sensible al respeto
por muy distintas minorías cunda un desprecio tan olímpico hacia la
única minoría que se acerca a una mayoría del censo.
Sólo se entiende, de hecho, considerando la tentación de convertir los
estados de Derecho en estados terapéuticos, legisladores sobre el
dolor y el placer, donde lo que antes se imponía por teológicamente
puro pueda ahora imponerse por médicamente recomendable.
Con todo, la sustancia del atropello no cambia al sustituir sotanas
negras por batas blancas. Si atendemos al asunto concreto, vemos
enseguida que la fanfarria terapeutista disimula y deforma sus
términos. En primer lugar,la nicotina estimula, seda y previene algunas
enfermedades; los agentes propiamente nocivos son alquitranes derivados
de asimilarla por combustión.
El gendarme terapéutico ¿se ocupa acaso de promover alternativas al
alquitrán? Las primeras patentes de cajetillas con una pila que
calienta el tabaco a unos cien grados, hasta liberar la nicotina sin producir
alquitranes, tienen más de 20 años. Esos revolucionarios inventos para
inhalar selectivamente han ido siendo comprados por las grandes
tabaqueras, como es lógico; pero que Philip Morris o Winston se arriesguen a poner
en marcha tanto cambio pide un cambio paralelo en la actitud oficial,
hoy por hoy anclada al simplismo de satanizar la nicotina.
En segundo lugar, las incoherencias del terapeutismo coactivo brillan
en el hecho de que sus desvelos por la salud del fumador no incluyen
informar sobre o intervenir en qué fumamos, cuando el tabaco ronda una
quinta parte del contenido de cada pitillo. El resto, llamado sopa, es
una receta confidencial del fabricante, cuya discrecionalidad le
permite novedades como añadir tenues filamentos de fósforo al papel,
para que queme más deprisa. En tercer lugar, a este generalizado
trágala se añaden promesas de doblar el ya exorbitante precio de las cajetillas,
como si sumir en ruina al tabacómano le resultara salutífero.
Así, los deleites unidos a fumar -que son básicamente energía y paz de
espíritu-, y los inconvenientes de dejar esa costumbre -que son
desasosiego, y resucitar la codicia oral del lactante- pretenden
solventarse con un cuadro de castigos: no saber qué fumamos, no tener
alternativas a una inhalación de ilimitados alquitranes, padecer
atracos al bolsillo, sufrir discriminación social, o comulgar con falsedades
(como que estaremos a salvo de cáncer pulmonar, bronquitis, arterioesclerosis e
infartos evitando el tabaco). Curiosamente, el cruzado farmacológico
norteamericano, que está en el origen de esta iniciativa, se niega por
sistema a reducir sus emisiones de gases tóxicos firmando Kioto, sin
duda porque tragar humo de modo involuntario y no selectivo es tan
admisible como inadmisible resulta tragarlo de modo voluntario y
selectivo.
Ante tal suma de iniquidades, un grupo tan nutrido como el tabaquista
debe reclamar los mismos derechos que cualquier minoría, empezando por
regular él mismo sus propios asuntos. Actos de pacífica desobediencia
civil en cada país, como encender todos los días varios millones de cigarrillos a
cierta hora, parecen sencillos de organizar, y prometen tanta fiesta
para los rebeldes como impotente costernación en el gendarme
higienista.
Moliére lo comenta ya en L'amour médecin: el tabaco es droga de gente
honrada, como el café. Reconozcamos también que en tiempos de Moliére
no se había descubierto el cigarrillo, ni Hollywood había promocionado tan
abrumadoramente su empleo. Doy por evidente que los ceniceros sucios
despiden un olor asqueroso, que el tabacómano es una especie de manco,
y que fumar muchos cigarrillos genera a la larga efectos secundarios
funestos. No por ello resulta más arriesgado que conducir deprisa. Ni
es más insensato que ignorar el cultivo del conocimiento, la práctica
de la generosidad o prepararse cada uno para su venidera muerte. Lo
arriesgado es que la ley saque los pies del tiesto, lanzándose a proteger a los
ciudadanos de sí mismos, como si la sociedad civil pudiera
administrarse a la manera de un parvulario.
Cuando nos atracan entregamos el botín a disgusto, conscientes de
padecer una agresión. Cuando nos estafan lo damos a gusto, imaginando
hacer un buen negocio. Pero es estafa, y no buen negocio, cargar con planes
eugenésico-paternalistas que siempre aúnan despotismo con frivolidad.
Dejar de fumar sólo cuesta tanto porque sus efectos primarios -anímicos y
coreográficos- generan un placer sutil. Sin duda, haremos bien dejando
de fumar compulsivamente, mientras eso no nos amargue el carácter y
desemboque en efectos secundarios como obesidad, inquietud o sustitutos químicos
para la sedación-estimulación que obteníamos encadenando cigarrillos.
Como dijo Epicteto, "nada hay bueno ni malo salvo la voluntad humana",
y si lo olvidamos todo el horizonte se torna banal, no menos que
proclive a confundir opresión con protección, estafa con benevolencia.
(FIN/COPYRIGHT IPS)
(*) Antonio Escohotado, escritor y filósofo.
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e pronto... daqui a uns meses ca vou eu outra vez...
note-se que este post é mais para descansar a minha consciência e fazer de conta que escreví alguma coisa...
LOS FUMADORES, ENTRE EL ATRACO Y LA ESTAFA
Por Antonio Escohotado (*)
MADRID, Dic (IPS) - Pensaba dejar los cigarrillos el próximo febrero,
dando por suficientes 40 y muchos años de gran fumador, pero el
recrudecimiento de la cruzada antitabaco justifica un ejercicio de
solidaridad con quienes siguen fumando, y aspiran a ser respetados.
En efecto, los reglamentos no mandan que las tiendas de alpinismo
estampen en sus artículos esquelas sobre peligros de la escalada; ni
imponen a la manteca y la mantequilla esquelas parejas sobre los riesgos del
colesterol.
Ni siquiera los concesionarios de motos y coches deportivos deben
incorporar algo análogo sobre accidentes de tráfico. Vendedores y bebedores
de alcohol, quizá por respeto al vino de la misa, no son molestados.
Quienes usan compulsivamente pastillas de botica resultan pacientes
decorosos, y quienes toman drogas ilícitas son inocentes víctimas,
redimibles con tratamiento. El tabacómano y el simple usuario
ocasional de tabaco, en cambio, son una especie de leprosos
desobedientes, que pueden curarse con sanciones y publicidad
truculenta.
Es indiscutible que el humo molesta, y que debe haber amplias zonas
para no fumadores. Sólo se discute qué tamaño tendrán en cada sitio
(edificios, barcos, aviones) las zonas para fumadores. Cuando algo que
usa un tercio de la población recibe una centésima o milésima parte del
espacio -o simplemente ninguna- oprimimos a gran número de adultos,
capacitados todos ellos para exigir que las leyes no reincidan en defenderles
de sí mismos. Que las leyes prohíban, o impongan, actos por nuestro
propio bien dejó de ser legítimo ya en 1789, al reconocerse los
Derechos del Hombre y del Ciudadano, gracias a lo cual en vez de
súbditos-párvulos empezamos a ser tratados como mayores de edad
autónomos. Y es llamativo que en un momento tan sensible al respeto
por muy distintas minorías cunda un desprecio tan olímpico hacia la
única minoría que se acerca a una mayoría del censo.
Sólo se entiende, de hecho, considerando la tentación de convertir los
estados de Derecho en estados terapéuticos, legisladores sobre el
dolor y el placer, donde lo que antes se imponía por teológicamente
puro pueda ahora imponerse por médicamente recomendable.
Con todo, la sustancia del atropello no cambia al sustituir sotanas
negras por batas blancas. Si atendemos al asunto concreto, vemos
enseguida que la fanfarria terapeutista disimula y deforma sus
términos. En primer lugar,la nicotina estimula, seda y previene algunas
enfermedades; los agentes propiamente nocivos son alquitranes derivados
de asimilarla por combustión.
El gendarme terapéutico ¿se ocupa acaso de promover alternativas al
alquitrán? Las primeras patentes de cajetillas con una pila que
calienta el tabaco a unos cien grados, hasta liberar la nicotina sin producir
alquitranes, tienen más de 20 años. Esos revolucionarios inventos para
inhalar selectivamente han ido siendo comprados por las grandes
tabaqueras, como es lógico; pero que Philip Morris o Winston se arriesguen a poner
en marcha tanto cambio pide un cambio paralelo en la actitud oficial,
hoy por hoy anclada al simplismo de satanizar la nicotina.
En segundo lugar, las incoherencias del terapeutismo coactivo brillan
en el hecho de que sus desvelos por la salud del fumador no incluyen
informar sobre o intervenir en qué fumamos, cuando el tabaco ronda una
quinta parte del contenido de cada pitillo. El resto, llamado sopa, es
una receta confidencial del fabricante, cuya discrecionalidad le
permite novedades como añadir tenues filamentos de fósforo al papel,
para que queme más deprisa. En tercer lugar, a este generalizado
trágala se añaden promesas de doblar el ya exorbitante precio de las cajetillas,
como si sumir en ruina al tabacómano le resultara salutífero.
Así, los deleites unidos a fumar -que son básicamente energía y paz de
espíritu-, y los inconvenientes de dejar esa costumbre -que son
desasosiego, y resucitar la codicia oral del lactante- pretenden
solventarse con un cuadro de castigos: no saber qué fumamos, no tener
alternativas a una inhalación de ilimitados alquitranes, padecer
atracos al bolsillo, sufrir discriminación social, o comulgar con falsedades
(como que estaremos a salvo de cáncer pulmonar, bronquitis, arterioesclerosis e
infartos evitando el tabaco). Curiosamente, el cruzado farmacológico
norteamericano, que está en el origen de esta iniciativa, se niega por
sistema a reducir sus emisiones de gases tóxicos firmando Kioto, sin
duda porque tragar humo de modo involuntario y no selectivo es tan
admisible como inadmisible resulta tragarlo de modo voluntario y
selectivo.
Ante tal suma de iniquidades, un grupo tan nutrido como el tabaquista
debe reclamar los mismos derechos que cualquier minoría, empezando por
regular él mismo sus propios asuntos. Actos de pacífica desobediencia
civil en cada país, como encender todos los días varios millones de cigarrillos a
cierta hora, parecen sencillos de organizar, y prometen tanta fiesta
para los rebeldes como impotente costernación en el gendarme
higienista.
Moliére lo comenta ya en L'amour médecin: el tabaco es droga de gente
honrada, como el café. Reconozcamos también que en tiempos de Moliére
no se había descubierto el cigarrillo, ni Hollywood había promocionado tan
abrumadoramente su empleo. Doy por evidente que los ceniceros sucios
despiden un olor asqueroso, que el tabacómano es una especie de manco,
y que fumar muchos cigarrillos genera a la larga efectos secundarios
funestos. No por ello resulta más arriesgado que conducir deprisa. Ni
es más insensato que ignorar el cultivo del conocimiento, la práctica
de la generosidad o prepararse cada uno para su venidera muerte. Lo
arriesgado es que la ley saque los pies del tiesto, lanzándose a proteger a los
ciudadanos de sí mismos, como si la sociedad civil pudiera
administrarse a la manera de un parvulario.
Cuando nos atracan entregamos el botín a disgusto, conscientes de
padecer una agresión. Cuando nos estafan lo damos a gusto, imaginando
hacer un buen negocio. Pero es estafa, y no buen negocio, cargar con planes
eugenésico-paternalistas que siempre aúnan despotismo con frivolidad.
Dejar de fumar sólo cuesta tanto porque sus efectos primarios -anímicos y
coreográficos- generan un placer sutil. Sin duda, haremos bien dejando
de fumar compulsivamente, mientras eso no nos amargue el carácter y
desemboque en efectos secundarios como obesidad, inquietud o sustitutos químicos
para la sedación-estimulación que obteníamos encadenando cigarrillos.
Como dijo Epicteto, "nada hay bueno ni malo salvo la voluntad humana",
y si lo olvidamos todo el horizonte se torna banal, no menos que
proclive a confundir opresión con protección, estafa con benevolencia.
(FIN/COPYRIGHT IPS)
(*) Antonio Escohotado, escritor y filósofo.
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e pronto... daqui a uns meses ca vou eu outra vez...
note-se que este post é mais para descansar a minha consciência e fazer de conta que escreví alguma coisa...
Tuesday, December 16, 2003
nada a ver
o post anetrior é rigorosamente diferente do post de domingo passado no antro do anho, alias ta na cara que não tem nada a ver.
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Sunday, December 14, 2003
A Notícia do Dia
senhoras e senhores, já o temos! (aplausos e gritos de alegria pela sala*). a boa noticia disto é que finalmente encontraram o cérebro do bush. esse amigo de infância que tinha partido tão repentinamente e que disse nunca mais querer ver o dono (pois nunca era usado), foi finalmente encontrado numa cave ao pé da sua casa natal (a 15 km sud-este da sua casa natal - alegou que se encontrava la por querer rever a família nesta época festiva.). o dito não ofereceu resistência quando foi capturado, mas demonstrava aluguns maus tratos e algum envelhecimento. o cérebro do bush ja não é o mesmo. alterado e mudado por uma vida inteira fora do próprio crânio estava quase irreconhecivel (parecia pensar) mas depois de devidamente examinado e depois do teste de ADN veio a confirmação. ERA MESMO ELE!!!
* quanto dinheiro acham que se gastou em luvas para estas manifestações "espontâneas" de alegria. ja por não falar dos entervistados um pouco por todo o iraque. 10$? 20$? bah....
mas tudo é bom quando acaba bem, ja dizia o velho YODA, o nosso primeiro ministro esta contente e o nosso ministro da defesa teve mais um dia na televisão (ainda bem porque quando não o deixam dizer baboseiras a torto e a direito o gajo lembra-se de chamar as atenções de formas escabrosas como aquela cena do dia da defesa nacional ou o caralho que o valha) o excelentíssimo presidente da camara de lisboa disse: "estão a ver, estão a ver, eu sabia que se fechassemos o trânsito no bairro alto e em alfama e se obrigassemos os locais a fechar às 2h00 as pessoas andariam mais chateadas e se denunciariam umas às outras, e isso no fim de contas ajudou ao "achamento" do extraviado cérebro. as minhas acções na 24 de julho valem mais agora e isso também e bom".
enfim, todos fizeram a sua parte a GNR continua a tocar músicas foleiras no iraque (e isso também ajudou para este dia maravilhoso) e todos podemos ir dormir mais descansados porque finalmente temos um gajo com cérebro no lugar de mais poder no mundo.
o candidato à presidência pelo partido democrático é a favor da pena de morte.... "matam-se tantas pessoas por la (e por cá também) que não faz assim tão mal, é só um tirozito no meio da testa não custa nada vá...". o advogado do cérebro no entanto não vê as coisas da mesma forma, segundo este sujeito, o cérebro tem todo o direito de não querer voltar para casa e a sua fuga não foi illegal, a pena de morte portanto não se aplicaria até porque antes da alegada fuga (o advogado de defesa quere provar que o próprio bush expulsou o cérebro e não foi ele a fugir) o facto de o sr. bush ter cerebro ou não ter não é de todo relevante para o caso pois este nunca o tinha usado...
por isso, meus queridos leitores, por hoje podem dormir descansados por mais do que uma razão. o cérebro foi capturado e está devidmente representado, todos fomos bonzinhos e fizemos a nossa parte, o mau está à mercê de gente com princípios e fundamentalmente boa, e esta história ainda vai dar umas audiênciazinhas aos telejornais que coitadinhos como não tem nada para noticiar tem de esticar estes acontecimentos ao longo de duas horas por telejornal e de sete dias da semana. pelo menos agora sabemos com o que podemos contar da televisão na próxima semana e isso de certa forma reassegura qualquer um, não?
que bom é que é viver neste mundo!!
P.S. de notar que o bibí, o pipí, o processo moderna, o big brother, a operação triunfo, os ídolos e outro qualquer assunto de importância nacional até ontem, hoje não foram mencionados sequer. será que acabaram? nããããã para a semana voltamos à mesma rotina de sempre. mas por enquanto aproveitem que isto é novidade!!!
ide... em paz ou não, mas ide-vos foder!!
* quanto dinheiro acham que se gastou em luvas para estas manifestações "espontâneas" de alegria. ja por não falar dos entervistados um pouco por todo o iraque. 10$? 20$? bah....
mas tudo é bom quando acaba bem, ja dizia o velho YODA, o nosso primeiro ministro esta contente e o nosso ministro da defesa teve mais um dia na televisão (ainda bem porque quando não o deixam dizer baboseiras a torto e a direito o gajo lembra-se de chamar as atenções de formas escabrosas como aquela cena do dia da defesa nacional ou o caralho que o valha) o excelentíssimo presidente da camara de lisboa disse: "estão a ver, estão a ver, eu sabia que se fechassemos o trânsito no bairro alto e em alfama e se obrigassemos os locais a fechar às 2h00 as pessoas andariam mais chateadas e se denunciariam umas às outras, e isso no fim de contas ajudou ao "achamento" do extraviado cérebro. as minhas acções na 24 de julho valem mais agora e isso também e bom".
enfim, todos fizeram a sua parte a GNR continua a tocar músicas foleiras no iraque (e isso também ajudou para este dia maravilhoso) e todos podemos ir dormir mais descansados porque finalmente temos um gajo com cérebro no lugar de mais poder no mundo.
o candidato à presidência pelo partido democrático é a favor da pena de morte.... "matam-se tantas pessoas por la (e por cá também) que não faz assim tão mal, é só um tirozito no meio da testa não custa nada vá...". o advogado do cérebro no entanto não vê as coisas da mesma forma, segundo este sujeito, o cérebro tem todo o direito de não querer voltar para casa e a sua fuga não foi illegal, a pena de morte portanto não se aplicaria até porque antes da alegada fuga (o advogado de defesa quere provar que o próprio bush expulsou o cérebro e não foi ele a fugir) o facto de o sr. bush ter cerebro ou não ter não é de todo relevante para o caso pois este nunca o tinha usado...
por isso, meus queridos leitores, por hoje podem dormir descansados por mais do que uma razão. o cérebro foi capturado e está devidmente representado, todos fomos bonzinhos e fizemos a nossa parte, o mau está à mercê de gente com princípios e fundamentalmente boa, e esta história ainda vai dar umas audiênciazinhas aos telejornais que coitadinhos como não tem nada para noticiar tem de esticar estes acontecimentos ao longo de duas horas por telejornal e de sete dias da semana. pelo menos agora sabemos com o que podemos contar da televisão na próxima semana e isso de certa forma reassegura qualquer um, não?
que bom é que é viver neste mundo!!
P.S. de notar que o bibí, o pipí, o processo moderna, o big brother, a operação triunfo, os ídolos e outro qualquer assunto de importância nacional até ontem, hoje não foram mencionados sequer. será que acabaram? nããããã para a semana voltamos à mesma rotina de sempre. mas por enquanto aproveitem que isto é novidade!!!
ide... em paz ou não, mas ide-vos foder!!